Em junho de 2025, a Fundação SOS Mata Atlântica realizou, pela primeira vez, uma expedição pelo Tietê, percorrendo mais de 1.100 quilômetros do rio, de sua nascente em Salesópolis até a foz, em Itapura, quando ele deságua no rio Paraná.
A iniciativa foi desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade Federal do ABC (UFABC), do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP) e da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e apoio do Instituto Itaúsa.
Foram analisados 14 pontos amostrais distribuídos ao longo do rio, contemplando diferentes contextos de uso e ocupação do solo.
A pesquisa integrou análises microbiológicas, físico-químicas, biogeoquímicas (carbono e nitrogênio), além da investigação da presença de agrotóxicos, microplásticos e contaminantes emergentes, como fármacos e drogas ilícitas.
Os resultados evidenciam um gradiente de degradação associado à urbanização e à atividade agropecuária, com níveis críticos de contaminação microbiológica em trechos urbanos, especialmente na Região Metropolitana de São Paulo, e presença disseminada de poluentes ao longo de toda a bacia.