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Atlas da Mata Atlântica

Identificar, monitorar e manter atualizada a situação dos remanescentes florestais e áreas naturais
da Mata Atlântica é a principal missão do Atlas da Mata Atlântica

O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica é uma colaboração entre a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que monitora a vegetação nativa do bioma desde 1989.

O relatório anual é uma referência no conhecimento sobre o desmatamento da Mata Atlântica e tem contribuído ao longo de suas edições na identificação das regiões mais críticas –, mais devastadas e mais ameaçadas –, à pesquisa e ao conhecimento, bem como para a atuação dos órgãos ambientais e Ministérios Públicos dos 17 estados abrangidos pelo bioma.

Monitora, atualmente, fragmentos florestais mais preservados, maiores que 3 hectares, com dossel de copas fechado e sem sinais de degradação –, como estradas e solo exposto –, a partir de interpretação visual de imagens de satélite Landsat. Estes são os fragmentos considerados em melhor estado de conservação ou florestas mais maduras, com maior biodiversidade e estoque de carbono.

O Atlas passou por inúmeros aprimoramentos ao longo dos anos, acompanhando a evolução tecnológica, e desde 2010 mantém uma base de mapeamento  fixa para monitorar os fragmentos florestais com esta característica. E, em quatro estados (SP, RJ, PR e SC) identifica fragmentos florestais e desmatamentos maiores que 1 hectare.

Desmatamento na Mata Atlântica entre 2024 e 2025
Desmatamento (em vermelho) entre 2024 e 2025 na área de aplicação da Lei da Mata Atlântica.
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Por meio das informações geradas no Atlas, a Fundação SOS Mata Atlântica espera contribuir com o conhecimento necessário para subsidiar estratégias e ações e políticas públicas de conservação e restauração do bioma – considerado um dos mais ricos em biodiversidade e um dos mais amaçados também. Embora o Atlas não tenha o propósito de investigar a legalidade dos desmatamentos detectados, os dados são fornecidos a autoridades públicas para que tomem as medidas de fiscalização necessária, em consonância às normas da Lei da Mata Atlântica.

Nunca é demais recordar que este é o único bioma brasileiro protegido por uma lei especial, a Lei da Mata Atlântica, e o primeiro a ser monitorado por imagens de satélite desde o lançamento do Atlas dos Remanescentes Florestais. Pela importância da Mata Atlântica, devemos garantir a proteção e o desmatamento zero das florestas nativas e incentivar a sua conexão com a restauração da mata.

A recuperação de áreas florestais é fundamental para o bioma e para mitigarmos as mudanças climáticas. Iniciativas internacionais já apontam a Mata Atlântica como uma das prioridades mundiais para restauração florestal, combinando sequestro de carbono e proteção da biodiversidade e da água. Assim, também em consonância com a Década de Restauração dos Ecossistemas da ONU, a Fundação SOS Mata Atlântica promove uma série de esforços e iniciativas que visam recuperar a floresta, em parceria com empresas engajadas e comprometidas.
Clique no painel interativo para navegar pelos dados por estado, município, bacia hidrográfica e mais:

Não. Além do Atlas da Mata Atlântica, existem o MapBiomas, o MapBiomas Alerta e o Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) da Mata Atlântica. Embora cada fonte possua suas peculiaridades, elas são complementares e permitem uma visão mais abrangente do bioma. Podemos dizer que elas representam lentes diferentes de análise, mas são todas igualmente necessárias para uma compressão real do bioma.

Entenda sobre as características de cada fonte abaixo.

MapBiomas é uma iniciativa colaborativa de diversas organizações, da qual a SOS Mata Atlântica faz parte, que passou a monitorar o uso e a mudança do uso da terra de todos os biomas brasileiros desde 2015, mas em séries temporais que se iniciam em imagens de satélite de 1985.  

O MapBiomas Alerta é um projeto do MapBiomas que passou a monitorar o desmatamento em todos os biomas brasileiros desde 2018.  O seu segundo relatório foi publicado em 11 de junho e identificou o preocupante aumento do desmatamento em todos os biomas brasileiros, com 13.853 km2 de perda de vegetação nativa, resultado de 74.218 alertas em 2020. O desmatamento aumentou 14% em relação a 2019. A Mata Atlântica teve uma perda total de 23.873 hectares (a partir de 3.068 alertas), com aumento de 125% em relação a 2019. A diferença dos resultados do Atlas e do MapBiomas se deve a distintas abordagens de monitoramento e a aspectos técnicos e metodológicos de cada iniciativa.

O MapBiomas produz mapas de uso e cobertura da terra identificando fragmentos maiores que meio hectare (até seis vezes menores que do Atlas), também por meio de imagens de satélite Landsat e independente do seu estado de conservação. Por meio de classificação automática, observa ainda a dinâmica de florestas jovens, não registradas pelo Atlas. Isto é, mede a regeneração ou o surgimento de novos fragmentos, assim como o corte deste tipo de vegetação. O MapBiomas Alerta utiliza alertas de desmatamento gerados pelo Global Forest Watch e pelo Atlas da SOS Mata Atlântica e INPE para validar, refinar e qualificar desmatamentos maiores que 0,3 hectares, com o uso de imagens Planet de alta resolução (4 x 4 metros).  

A área observada de cada inciativa também é diferente. O Atlas monitora a área de aplicação da Lei de Mata Atlântica, utilizando o mapa do IBGE refinado para escala 1:1.000.000. O MapBiomas utiliza o mapa de biomas gerais do Brasil, produzido pelo IBGE na escala 1:250.000. Esse mapa considera como bioma apenas áreas contínuas e os encraves florestais de Mata Atlântica do Nordeste estão incluídos nos biomas Cerrado e Caatinga. Portanto, o Atlas abrange uma área maior que o MapBiomas até o momento.    

Uma outra diferença é o período de observação, uma vez que o Atlas analisa o período de 12 meses, de outubro de um ano até setembro do ano seguinte, enquanto o MapBiomas Alerta analisa os 12 meses de um mesmo ano. Além da diferença de tamanho e conservação dos fragmentos observados e do período de observação, a última observação relevante é que, em 2020, o MapBiomas Alerta usou pela primeira vez os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais como fonte de alerta. Isto explica parte do aumento de 2020 em relação a 2019.  

De todo modo, o MapBiomas Alerta deve estabelecer uma linha de base consistente para a análise temporal do desmatamento da Mata Atlântica daqui para a frente.  

Compreendidas as especificidades do Atlas e do MapBiomas, estas devem se complementar no monitoramento da Mata Atlântica e orientar cada vez mais na gestão e políticas para o fim do seu desmatamento e em prol da sua restauração.

O Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica é uma iniciativa para monitorar o desmatamento no bioma, a partir da geração de alertas de cortes de florestas identificadas por imagens de satélites em alta resolução. São monitorados desmatamentos maiores de 0,3 hectares em todos os fragmentos do bioma, disponibilizando as informações por meio do MapBiomas Alerta. Os dados do SAD Mata Atlântica são divulgados mensalmente, com a elaboração de boletins trimestrais pela SOS Mata Atlântica. Já o Atlas é lançado anualmente, compreendendo o período de 12 meses anterior. A existência de uma série histórica é importante para definição de políticas públicas para a conservação e recuperação do bioma. Clique aqui e conheça mais sobre o SAD Mata Atlântica.

Com a particularidade de cada iniciativa, chegamos aos seguintes resultados sobre a cobertura da vegetação nativa da Mata Atlântica. Pelo MapBiomas temos 24% de cobertura florestal original, somando-se todos os fragmentos jovens e maduros acima de meio hectare, independente do seu estado de conservação. Pela lente do Atlas dos Remanescente Florestais, restaram somente 12,4% da cobertura florestal original do bioma, composta por todos os fragmentos mais maduros acima de três hectares com dossel fechado ou sem degradação detectável por imagens de satélite.  

O Atlas também distingue os fragmentos maiores que 100 hectares, que são considerados os Maciços Florestais do bioma, principal hábitat para espécies raras e com maior estoque de carbono. Estes representam somente 8,5% da área florestal original do bioma. Estes são dados do país, que sintetizam a situação geral da cobertura de florestas do bioma Mata Atlântica, mas não capturam a realidade regional. Os remanescentes estão distribuídos de maneira muito desigual. Há regiões com menos de 10% de cobertura, seja de florestas maduras ou jovens. 

A literatura aponta que o limiar mínimo para a conservação das florestas do bioma é 30% de cobertura na paisagem, independente do seu estado de conservação. Isto pode levar a uma falsa impressão de que a conservação da Mata Atlântica está avançada e em uma rota segura, mas a literatura mais recente aponta a seguinte situação: a área total das florestas do bioma segue estável, com a perda de florestas maduras e jovens, incluindo parte das que estão em regeneração. A distribuição dos fragmentos e da regeneração é desigual, com regiões com baixa cobertura de florestas. Como resultado, as florestas seguem em rota de alta ameaça, com o aumento do isolamento e degradação dos seus fragmentos mais importantes. A situação das florestas do bioma é de risco e não está em uma rota segura de conservação.
2.1 Limites da Mata Atlântica

Para o mapeamento das formações naturais e monitoramento do desflorestamento da Mata Atlântica, a metodologia do Atlas considera como referência de limite de interpretação o Mapa da Área de Aplicação da Lei da Mata Atlântica (Figura 1). Esta Lei 11.428, de 2006, foi instituída pelo Decreto nº 6.660, de 21 de novembro de 2008, publicado no Diário Oficial da União, de 24 de novembro de 2008, e aprovada pelo Congresso Nacional, em 22 de dezembro de 2006. Coube ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a elaboração do mapa, delimitando as formações florestais e ecossistemas associados passíveis de aplicação da Lei, conforme define a regulamentação.

O Decreto no 6.660, de 21 de novembro de 2008, estabeleceu que o mapa do IBGE previsto no Art. 2º da Lei no 11.428
“contempla a configuração original das seguintes formações florestais nativas e ecossistemas associados: Floresta Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de Araucárias; Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual; Floresta Estacional Decidual; campos de altitude; áreas das formações pioneiras, conhecidas como manguezais, restingas, campos salinos e áreas aluviais; refúgios vegetacionais; áreas de tensão ecológica; brejos interioranos e encraves florestais, representados por disjunções de Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Aberta, Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual; áreas de estepe, savana e savana-estépica; e vegetação nativa das ilhas costeiras e oceânicas”.

É importante ressaltar a Nota Explicativa: “A escala adotada para elaboração do mapa (1:5.000.000) apresenta um nível de agregação onde pequenas manchas de uma determinada tipologia foram incorporadas em outras tipologias, o que não caracteriza sua inexistência”.

No Atlas, são mantidas as formações florestais da Mata Atlântica identificadas na escala 1:50.000 na imagem de satélite e em tela de computador, mesmo que por conta de deslocamento ou generalização decorrente da escala 1:5.000.000 estejam fora do limite da Lei, no mapa do IBGE. O item 2.5 detalha o processo de refinamento dos limites do mapa da Lei para ajustá-lo para escala 1:1.000.000.


Figura 1 - Área de abrangência do Atlas - Limite de aplicação da Lei Federal 11.428/2006 e Decreto 6.660/2008, e as diferentes fitofisionomias da Mata Atlântica.
2.1.1 Detalhamento dos Limites da Mata Atlântica
 
Utilizando como referência o Mapa da Área de Aplicação da Lei da Mata Atlântica do IBGE (escala 1:5.000.000), a equipe técnica do Atlas fez o refinamento destes limites, utilizando como referência o mapa de vegetação no projeto RADAM, também produzido pelo IBGE, na escala 1:1.000.000. As classes de vegetação foram mantidas, mas seu traçado foi mais bem detalhado, como exemplifica a Figura 1.1. Desta forma, os limites estão compatíveis com a escala de interpretação visual das classes do Atlas. Essa base está disponível para download aqui.

Os dados utilizados para refinamento dos limites das fisionomias vegetacionais estão disponíveis no site do IBGE.





Figura 1.1 – Exemplo de diferença do limite da Lei da Mata Atlântica, do IBGE, mapeado em 1:5.000.000 (verde), e o limite refinado para a escala 1:1.000.000 (amarelo). Mosaico Sentinel, 2022.  
2.2 Produtos de sensoriamento remoto
         
Para atualização do Atlas referente ao período 2024-2025 foram utilizadas imagens orbitais do sensor MSI/Sentinel-2 (Bandas 2, 3 e 4).
 
As imagens Sentinel de julho a outubro são utilizadas para produção de um mosaico valendo-se dos pixels de mediana, após a remoção dos pixels contaminados por nuvens ou sombra. O processamento é feito no Google Earth Engine e exportado em Geotiff, mantendo as bandas e resolução espacial original de 10 metros.
 
Nesta edição do Atlas, assim como nas anteriores, foram utilizadas técnicas de interpretação visual, em imagens visualizadas na escala de 1:50.000. Os arquivos gerados foram validados a partir da observação de imagens de alta resolução do Google Earth, sempre que disponíveis, e com as imagens mosaico Sentinel-2, de 2022, 2023 e 2024 (sempre do período de julho a outubro de cada ano).

 2.3 Critérios de mapeamento
 
O Atlas mapeia os fragmentos florestais maiores de três hectares, mínimo exigido para delimitar as áreas de desflorestamento. Áreas de desflorestamento menores que três hectares foram marcadas como “indício” e serão observadas novamente nas próximas versões do Atlas para acompanhamento de sua dinâmica.
 
As imagens Sentinel-2 originais são fornecidas na projeção Geográfica e Datum WGS84. Para os cálculos de área, todos os mapas são convertidos para Projeção Cônica Conforme de Albers e Datum SIRGAS2000. Essa projeção tem a qualidade de garantir a preservação dos valores de áreas em regiões de grande extensão, como a Mata Atlântica.
 
2.4 Legenda adotada
 
Considerando o caráter de monitoramento dos remanescentes florestais e ecossistemas associados do bioma Mata Atlântica, a legenda adotada inclui as classes:
●       Mata (Remanescentes Florestais);
●       Desflorestamento (em Mata monitorada pelo Atlas);
●       Restinga (Remanescentes Florestais);
●       Desflorestamento de Restinga;
●       Mangue (Remanescentes Florestais);
●       Desflorestamento de Mangue;
●       Veg. Natural (Áreas naturais em recuperação florestais ou herbáceas/arbustivas);
  
●       Áreas Naturais não Florestais:
o   Áreas de Formações Pioneiras (Várzeas);
o   Campos de Altitude Naturais;
o   Refúgios Vegetacionais;
o   Dunas;
o   Restinga Herbácea;
o   Apicum;
o   Banhado e Campo Úmido;
As formações naturais não florestais são essenciais para a manutenção do ambiente natural e biodiversidade em suas áreas de ocorrência, e foram, ao longo dos anos, acrescentadas à base do Atlas. No entanto, sua remoção não é monitorada, como será explicado a seguir.
 
2.5 Critério para identificação da perda de vegetação
 
No relatório, adotamos o termo “desflorestamento” para a perda de cobertura florestal na máscara de mata, mangue e restinga monitorada pelo Atlas. A “máscara” corresponde aos fragmentos de remanescentes maiores de três hectares que se encontram mais preservados (Figura 2) e que foram delimitados em 2005 a partir da interpretação de imagens Landsat de 30 metros de resolução espacial.
 
As perdas de vegetação em Áreas Naturais Não Florestais (várzeas, campos de altitude, refúgios vegetacionais, dunas, restingas herbáceas e apicum) não são incluídas no relatório, pois o detalhamento dessas feições foi realizado posteriormente no Atlas e, portanto, não possuíam o registro de remoção para efeitos comparativos para a série histórica.
 
A identificação do desflorestamento é realizada para o caso de corte raso, com a remoção total (ou quase total) da cobertura florestal original observada na imagem do ano anterior.
  
2.6 Detalhamento das classes da legenda
 
Abaixo estão detalhadas as classes monitoradas, que são utilizadas como máscara para comparação com imagens recentes e identificação das áreas de perda de vegetação nativa. Essas classes são praticamente estáveis desde 2010, com pequenos ajustes pontuais realizados por revisões pela disponibilidade de imagens de melhor resolução.
 
- Mata
 
A classe Mata identifica formações florestais naturais equivalentes às matas primárias e secundárias em estágios médio e avançado de regeneração. O mapeamento do Atlas pode ser considerado conservador, uma vez que mapeia apenas as áreas de vegetação florestal de menor interferência antrópica e maior capacidade de proteger parte da sua biodiversidade original.
 
Na Figura 2, apresenta-se um exemplo de uma imagem, composição colorida falsa-cor (município de Mucurici, ES), onde a vegetação se destaca pelos tons de vermelho escuro/marrom. O vermelho mais claro corresponde a áreas vegetadas, de porte mais baixo e menor densidade - em alguns casos, áreas de pasto sujo ou em um estado equivalente ao estágio inicial de regeneração. Essas áreas com sinais de alteração não são incluídas no Atlas. Áreas de tom vermelho escuro/marrom, de textura compacta e formas regulares, são áreas de florestas plantadas (silvicultura), que também não são incluídas no mapeamento. Na figura também se observa áreas agrícolas (pivôs circulares) que não são incluídas no atlas.




Figura 2 – Composição colorida de imagem Sentinel - 2 (2021), com remanescentes florestais delimitados em verde, e detalhes (1 e 2) em imagens Google Earth. Município de Mucurici, ES.
Os dois detalhes das áreas mapeadas em imagens de alta resolução do Google Earth apresentados na Figura 2 evidenciam os critérios de interpretação. Na área 1, é possível verificar que o Atlas inclui no mapeamento dois fragmentos bem conservados (54 e 5 hectares). Existe uma vegetação que conecta esses fragmentos, mas apresenta padrão diferente das demais áreas. Na imagem de alta resolução, fica evidente que se trata de uma vegetação que foi alterada e de porte mais baixo que as áreas incluídas no Atlas (delimitadas em amarelo). Na área 2, o Atlas incluiu no mapeamento um fragmento bem conservado, com área de 93 hectares. No entorno do fragmento mapeado observam-se áreas de reflorestamento e pastagem.

- Vegetação de Várzea

 

Desde 2012, o mapeamento inclui a vegetação de várzea e a identificação da mata de galeria, ou mata ciliar, que ocorre no entorno dos rios (Figura 3).  Mesmo com a limitação das imagens de satélite e da escala de mapeamento, esse detalhamento mais preciso visa permitir uma visão global do estado de conservação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) da Mata Atlântica.


Figura 3 – Fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraná, próximo aos municípios de Naviraí e Itaquiraí (MS).  A) Formações florestais delimitadas (verde); B) Formações florestais delimitadas em verde e áreas de várzea e mata de galeria (vermelho) incorporadas ao mapeamento do Atlas, em 2012. Mosaico Sentinel 2, 2024.

 

 - Restinga

 

O mapeamento da restinga inclui a vegetação florestal de restinga, conforme ilustrado na Figura 4 e, também, as formações herbáceas (figuras 5 e 6).





Figura 4 - Área de restinga florestal (amarelo), no Rio Grande do Norte (Ceará-Mirim). Mosaico Sentinel-2, 2024.


- Restinga Herbácea

Essa classe refere-se às formações de restingas herbáceas, incluindo formações arbustivas e herbáceas que ocorrem sobre cordões arenosos, também chamados, no Rio Grande do Sul, de campos litorâneos. Em muitos casos, essas áreas já apresentam estradas ou sinais de loteamentos ainda não ocupados ou com pouca ocupação. As Figuras de 5 a 7 apresentam exemplos de áreas mapeadas como restinga herbácea.






Figura 5 - Área de restinga herbácea, em Piaçabuçu, Alagoas. Mosaico Sentinel-2, 2024.     






Figura 6 - Restinga herbácea (amarelo) e a classe de dunas (laranja), no litoral do Piauí (Luís Correia). Mosaico Sentinel-2, 2024.