COP17: SOS Mata Atlântica acompanha negociações globais sobre biodiversidade e alerta para desafios da conservação no Brasil

20 de October de 2026

Conferência da ONU acontece até 30 de outubro, na Armênia, e avalia avanços nas metas internacionais de proteção da natureza até 2030

A Fundação SOS Mata Atlântica participa da 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), que acontece de 19 a 30 de outubro, em Erevan, na Armênia. O encontro reúne representantes de governos, organizações da sociedade civil e especialistas para avaliar os avanços no cumprimento das metas globais de conservação da biodiversidade, estabelecidas em 2022, e discutir medidas para acelerar sua implementação.

Entre os compromissos internacionais estão a proteção de pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas e a restauração de 30% dos ecossistemas degradados até 2030. O primeiro balanço global dessas metas, divulgado pela ONU às vésperas da conferência, mostra que menos da metade das metas nacionais avaliadas está no caminho para ser cumprida.

No Brasil, a Mata Atlântica é um exemplo dos desafios para alcançar esses objetivos. Um levantamento da SOS Mata Atlântica, divulgado em 2025, revelou que apenas 9,8% da área do bioma está protegida por unidades de conservação. O estudo também identificou problemas na distribuição dessas áreas e na efetividade de sua proteção.

"Os compromissos internacionais são importantes, mas precisamos olhar para o que está acontecendo nos territórios. A Mata Atlântica concentra uma enorme biodiversidade e tem um papel fundamental na segurança hídrica e climática do Brasil, mas ainda apresenta grandes lacunas de proteção. A COP17 precisa contribuir para transformar as metas assumidas pelos países em políticas públicas, financiamento e resultados efetivos para a conservação e a restauração dos ecossistemas", afirma Diego Igawa Martinez, biólogo e coordenador de projetos da Fundação SOS Mata Atlântica, que participa da conferência na Armênia.

A organização acompanha especialmente as discussões sobre ampliação e fortalecimento das áreas protegidas, restauração de ecossistemas e financiamento da conservação. A expectativa é que a COP17 avance na definição de mecanismos para acelerar o cumprimento das metas globais nos quatro anos restantes até 2030.

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