SOS Mata Atlântica promove encontros de educação ambiental para fortalecer a governança e enfrentar desafios climáticos nas bacias do Médio Tietê e Paraíba do Sul

01 de June de 2026

Eventos reuniram organizações de três estados e reforçaram a educação ambiental como ferramenta estratégica para ampliar articulação, cooperação e construção de soluções nos territórios 

Ao longo do mês de maio, a Fundação SOS Mata Atlântica promoveu dois Encontros de Educação Ambiental voltados ao fortalecimento da governança territorial em regiões estratégicas para a conservação da Mata Atlântica e para a segurança hídrica do país. Realizados em Itu (SP) e Cachoeira Paulista (SP), os encontros reuniram representantes de organizações da sociedade civil, universidades, instituições públicas, coletivos e iniciativas locais para discutir os desafios socioambientais dos territórios e fortalecer redes de atuação diante dos impactos das mudanças climáticas. 

O primeiro encontro aconteceu no dia 7 de maio, na sede da Fundação SOS Mata Atlântica, em Itu (SP), reunindo 61 participantes, representantes de 33 organizações e provenientes de 17 municípios que atuam nas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí e Sorocaba/Médio Tietê. Já no dia 14 de maio, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), sediou o encontro voltado ao território da bacia do rio Paraíba do Sul, reunindo 67 participantes, representantes de 42 organizações e provenientes de 24 municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. 

Embora inseridos em contextos distintos, os dois territórios compartilham desafios comuns. No Médio Tietê, questões como elevada densidade urbana, intensificação das atividades agropecuárias, fragmentação da vegetação nativa e vulnerabilidade hídrica tornam cada vez mais necessária a integração entre diferentes atores. Já na bacia do Paraíba do Sul, estratégica para o abastecimento de milhões de pessoas e para a conservação da Mata Atlântica, a intensificação de secas, enchentes e deslizamentos reforça a urgência de ampliar a articulação entre iniciativas e setores. 

As atividades tiveram início com a apresentação da estratégia territorial da Fundação SOS Mata Atlântica, conduzida por Marcia Hirota, presidente do conselho, e Filipe Lindo da Silva, articulador territorial, seguida por painéis e rodas de conversa sobre o papel da educação ambiental na construção de territórios mais resilientes. 

Os encontros tiveram moderação de Kelly De Marchi, coordenadora de Educação Ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica, e facilitação da Lanterna Lab, contribuindo para a construção de espaços participativos, o fortalecimento das trocas entre os participantes e o desenvolvimento de dinâmicas voltadas à conexão entre diferentes iniciativas e atores dos territórios. 

No encontro do Médio Tietê, os debates abordaram temas como educomunicação, mobilização comunitária, engajamento social e análise das transformações territoriais a partir de dados socioambientais. Participaram das discussões Thaís Brianezi, da Universidade de São Paulo (USP), Fernanda Scalambrino, Diretora do Instituto Suinã, e Luís Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica. 

Já no Vale do Paraíba, os painéis ampliaram a discussão sobre mudanças climáticas, gestão territorial, mobilização social, políticas públicas e conservação. Entre os palestrantes estiveram Raquel Trajber, Coordenadora do Programa Cemaden Educação, Felipe Mendonça, do ICMBio e Chefe do Parque Nacional do Itatiaia, Fátima Oliveira, Diretora do Instituto Suinã, e o Maurício Lumano Ferreira, da Universidade de São Paulo (USP). 

Além dos debates, ambos os encontros promoveram oficinas colaborativas para mapear desafios, identificar oportunidades e fortalecer conexões entre iniciativas voltadas à restauração florestal, conservação da biodiversidade, segurança hídrica e adaptação climática. As atividades estimularam trocas de experiências entre organizações e reforçaram a importância da construção coletiva de soluções para territórios complexos. 

Ao longo dos dois encontros, ficou evidente que os desafios socioambientais ultrapassam limites administrativos e exigem maior integração entre conhecimento técnico, mobilização local, instrumentos de gestão e participação social. 

“Criar espaços de diálogo entre quem atua nos territórios é fundamental para fortalecer a governança, conectar iniciativas e avançar na construção de soluções mais efetivas frente às mudanças climáticas”, destaca Luís Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da Fundação SOS Mata Atlântica. 

Já Marcia Hirota, presidente do conselho da Fundação SOS Mata Atlântica, reforça que fortalecer a educação ambiental como instrumento de governança é essencial para ampliar a cooperação, conectar iniciativas e construir soluções que respondam à complexidade dos territórios. 

A palavra de ambos os encontros foi CONEXÃO, onde os participantes ressaltaram a importância de espaços como esses para fortalecer o conhecimento e as práticas.  

Ao todo, os encontros mobilizaram 128 participantes, representantes de 58 organizações e provenientes de 41 municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A articulação entre diferentes atores e escalas de atuação apareceu como elemento central para fortalecer territórios mais resilientes, conectados e preparados para enfrentar os desafios climáticos. 

Os encontros foram realizados com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e patrocínio do Instituto Itaúsa, reforçando o compromisso coletivo com ações voltadas à restauração florestal, conservação da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos e fortalecimento da educação ambiental nos territórios. 

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